A migração para a DUIMP representa uma mudança estrutural no comércio exterior brasileiro. Ainda assim, muitas empresas tratam essa transição como uma simples troca de sistema. Como resultado, acabam os principais erros na migração para a DUIMP com práticas do modelo antigo em um ambiente que exige lógica, governança e integração completamente diferentes.
Por esse motivo, compreender os principais erros de quem está migrando para a DUIMP tornou se essencial. Ao identificar esses pontos com antecedência, o importador consegue evitar exigências, atrasos, custos adicionais e retrabalho operacional. Além disso, passa a operar com mais previsibilidade e segurança no novo modelo.
Ao longo deste conteúdo, você verá os erros mais recorrentes na migração para a DUIMP, por que eles acontecem e como evitá los de forma prática e estruturada.

Tratar a DUIMP como um simples formulário eletrônico
Um dos principais erros na migração para a DUIMP e exengar apenas como um documento a ser preenchido. No entanto, a DUIMP funciona como um sistema de dados integrados, reutilizáveis e auditáveis.
Quando a empresa adota essa visão limitada, ela tende a cadastrar informações sem padrão técnico, sem validação prévia e sem integração entre áreas. Como consequência, os problemas surgem rapidamente no despacho aduaneiro.
Por isso, empresas mais maduras tratam a DUIMP como um projeto contínuo de governança de dados. Esse conceito está diretamente ligado ao conteúdo O que é DUIMP e para que serve na importação, que aprofunda essa mudança de mentalidade.
Ignorar a importância do Catálogo de Produtos
Outro erro crítico está na negligência com o Catálogo de Produtos. Muitas empresas acreditam que ele serve apenas para cumprir uma etapa inicial do sistema. Entretanto, o catálogo é a base técnica de todas as operações futuras.
Quando o cadastro é feito de forma incompleta ou inconsistente, os impactos se multiplicam. Por exemplo, a empresa enfrenta exigências repetidas, necessidade de retificação e travamento do despacho.
Por essa razão, estruturar corretamente o catálogo desde o início se torna indispensável. Esse tema é detalhado no conteúdo Catálogo de Produtos da DUIMP como estruturar corretamente, que funciona como referência prática para evitar esse erro.
Classificação fiscal incorreta ou mal validada na migração da DUIMP
A classificação fiscal sempre foi relevante na importação. Contudo, com a DUIMP, ela passou a ter impacto direto e imediato no fluxo operacional e fiscal.
Um erro comum ocorre quando a empresa reutiliza NCMs antigas sem validação técnica. Em muitos casos, a descrição do produto não conversa com os atributos exigidos pelo sistema. Como resultado, surgem divergências automáticas e exigências fiscais.
Além disso, a classificação incorreta compromete o aproveitamento do crédito fiscal. Esse ponto se conecta diretamente ao conteúdo Atributos da DUIMP e impacto na NCM, que mostra como pequenos erros geram grandes consequências.
Preencher atributos de forma genérica ou imprecisa
Os atributos da DUIMP exigem informações técnicas específicas. Mesmo assim, muitas empresas adotam descrições genéricas ou inconsistentes apenas para concluir o cadastro.
Esse comportamento gera um efeito cascata. Primeiro, o sistema identifica incoerências. Em seguida, os órgãos anuentes solicitam esclarecimentos. Por fim, o despacho fica travado.
Portanto, preencher atributos corretamente exige conhecimento técnico do produto e alinhamento entre áreas. Empresas que estruturam esse processo reduzem significativamente o volume de exigências ao longo das operações.
Falta de integração entre áreas internas na migração da DUIMP
A migração para a DUIMP expõe um problema estrutural comum. Muitas empresas mantêm áreas trabalhando de forma isolada. Fiscal, comércio exterior, logística e cadastro de produtos não conversam entre si.
No novo modelo, essa fragmentação gera inconsistências frequentes. Por exemplo, a área fiscal classifica o produto de uma forma, enquanto o cadastro técnico descreve de outra. Como consequência, o sistema bloqueia a operação.
Por isso, empresas que obtêm melhores resultados adotam integração real entre áreas. Esse alinhamento reduz erros e aumenta a previsibilidade do despacho aduaneiro.
Confiar excessivamente em correções posteriores
No modelo antigo, ajustes após o registro da DI eram relativamente comuns. Com a DUIMP, essa lógica deixou de funcionar da mesma forma.
Muitas empresas ainda acreditam que poderão corrigir dados após o registro sem impacto relevante. No entanto, a retificação na DUIMP segue regras mais rígidas e pode afetar prazos e custos.
Dessa forma, a prevenção se torna muito mais eficiente do que a correção. Investir tempo na validação prévia dos dados reduz retrabalho e riscos operacionais.
Desconsiderar o impacto da DUIMP no crédito fiscal
Outro erro recorrente envolve o crédito fiscal na importação. Algumas empresas tratam a DUIMP apenas como uma etapa aduaneira, sem considerar seu impacto tributário.
Entretanto, a correta geração do crédito depende diretamente das informações declaradas no sistema. Erros de valor, classificação ou atributos podem resultar em glosa de crédito e impacto direto no fluxo de caixa.
Esse ponto se conecta ao conteúdo DUIMP e crédito fiscal na importação, que explica como a DUIMP influencia a estratégia financeira das empresas importadoras.
Não acompanhar as evoluções do Portal Único na migração da DUIMP
A DUIMP não é um sistema estático. Regras, atributos e exigências evoluem continuamente. Mesmo assim, muitas empresas deixam de acompanhar atualizações do Portal Único.
Como consequência, continuam utilizando padrões desatualizados, o que aumenta o risco de exigências e bloqueios inesperados. Por isso, manter monitoramento constante se torna uma prática essencial no novo cenário.
Subestimar a complexidade da migração
A migração para a DUIMP exige mais do que treinamento pontual. Ela demanda revisão de processos, saneamento de dados e definição clara de responsabilidades.
Empresas que subestimam essa complexidade costumam enfrentar problemas recorrentes. Em contrapartida, aquelas que tratam a migração como um projeto estruturado conseguem reduzir riscos e ganhar eficiência.
Nesse contexto, é comum que operações mais maduras adotem modelos de acompanhamento contínuo, com revisão de cadastros, validação técnica e suporte especializado ao longo do tempo.
Como evitar esses erros na prática
Para evitar os principais erros de quem está migrando para a DUIMP, algumas ações se mostram eficazes:
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estruturar o Catálogo de Produtos com critério técnico
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validar classificação fiscal e atributos antes do uso
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integrar áreas internas envolvidas na importação
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adotar governança de dados como prática contínua
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revisar processos sempre que houver mudança no sistema
Empresas que seguem esse caminho reduzem exigências, atrasos e custos indiretos de forma consistente.
Os principais erros de quem está migrando para a DUIMP não estão ligados à tecnologia em si, mas à forma como as empresas estruturam dados, processos e responsabilidades. A DUIMP exige planejamento, integração e governança contínua.
Quem insiste em práticas antigas tende a enfrentar exigências, retrabalho e perda de previsibilidade. Por outro lado, empresas que ajustam sua operação ao novo modelo conseguem transformar a DUIMP em um fator de eficiência e segurança.
Com preparação adequada e abordagem estruturada, a migração deixa de ser um risco e passa a ser uma oportunidade de amadurecimento operacional.

